Compartilhamos duas convicções: a sociedade brasileira experimenta mudanças profundas e nada se compara, nenhuma obra da arte ou da ciência, à beleza e à complexidade de uma pessoa, em sua singularidade.
Como se percebe, as duas certezas não têm nenhuma relação entre si. Ou têm?
Uma intuição sutil sussurra, quase inaudível: sim.
Será mesmo possível que transformações coletivas, profundas mas pouco visíveis, se entreguem nas frestas de entrevistas longas e serenas, em que pessoas que nós admiramos contam suas histórias, expõem ideias e nos deixam entrever diferentes dimensões de si mesmas? O encantamento de que a vida é capaz exala a emoção que vale o conhecimento? A ver. Ouvir. Sentir. Pensar. Com a calma que anda em falta no mercado e por aqui, na internet.

Luiz Eduardo Soares e Tomaz Klotzel